Meninas, tenho uma prima, uma sobrinha e uma amiga indo pra lá. Essa minha amiga sugeriu que eu deixasse aqui no blog um guia de compras (assim ela pode acessar de lá). Achei a idéia bacana e gostaria de pedir a você, que já fez compras por lá, que deixasse a sua contribuição, ok?
Beta, Ju e Lu: Boa viagem, aproveitem bastante e boas compras! Depois não esqueçam de passar por aqui contando as novidades...
Acho que a primeira grande dica é: Troque os seus reais ou dólares no Banco de La Nacion do Aeroporto de Ezeiza. Na cidade (e mesmo no aeroporto) tem outros lugares, mas lá é bem mais vantajoso. Se a fila estiver gigante, tem Banco de La Nacion no Centro também. Pode trocar bastante, pois nem todos os lugares aceitam cartão internacional. A começar pelo táxi, que vai te levar do aeroporto para Buenos Aires...
Importante: Pense num produto. Qualquer um. Pensou? Ok, agora o negócio é o seguinte: se o referido artigo existir por lá, é mais barato do que aqui! Então, cuidado! Do contrário vai pagar excesso de bagagem ou exceder o limite do cartão de crédito, ou ambos.
O que vale a pena comprar lá? Artigos das marcas Puma, Nike, Reebok, Lacoste, bolsas e artigos de couro em geral, xampu e roupas de inverno. Deixe maquiagens, perfumes, óculos de sol e cosméticos pra comprar no Dutty Free de Ezeiza (que é muito mais barato que o daqui de SP).
Compras na Florida, no Centro: É um bom lugar para comprar casacos de lã. O acabamento das roupas é muito bom. Mas é preciso procurar. Fique atenta às lojas: Normandie (coisas lindas e preço baixo! AMEI!), Zara (a mesma aqui do Brasil. Acho as coisas aqui mais bonitas, mas o preço lá é bem bacana) e a Falabella (loja de departamentos. Roupas masculinas lá são bem baratas e muito bonitas. A loja é enorme. Programe-se pra perder um tempão garimpando...) Se você está namorando algum modelo de relógio da swatch, dê uma xeretada no quiosque da referida marca que fica dentro da Galeria Pacífico. O shopping é caríssimo, mas os preços praticados nos relógios da swatch são bem inferiores aos que a gente costuma ver por aqui...
A Avenida Santa Fé, que também fica no Centro, tem uma infinidade de lojas, inclusive outra Zara e outra Falabella... Há boas lojas de calçados e bolsas por lá. Há lojas de roupas esportivas multimarcas. Não deixe de espiar. Se você curte Kérastase, não deixe de entrar num dos salões de cabeleireiros (lá são chamados peluquerias). O produto é legítimo e o preço... diria que você não vai gastar mais do que 40 reais num xampu. Vale a pena, não?
Compras na Avenida Córdoba: A partir do número 4.000 (já em Palermo) e até o número 5.000 há uma infinidade de outlets. Um ao lado do outro. O da Nike é muito bom. Dá pra comprar muito em conta. Um Nike Shox super bonitinho eu paguei um pouco mais de 200 reais e uma camiseta oficial do Boca uns 35 reais. Pechincha, né? Atenção: Em alguns outlets da Córboba há produtos com defeito. Fique esperta. Notei isso na Levi´s e na Lee...
Se você quiser se acabar nas compras, ande mais um pouquinho e chegue a Palermo Soho (o lugar é maravilhoso. Equivale a nossa V. Madalena, aqui em SP). Aliás, alguém já me disse que ali chama Villa Crespo, e que Palermo Soho é só naquela região onde ficam os bares (quatro ou cinco quadras dali...) que seja... vá até a esquina das ruas Gurruchaga com Aguirre. Duas quadras adiante e duas antes disso. Agora comemore! O Outlet da Lacoste fica lá. É gigante e os preços praticados são baixíssimos. Uma beleza! Vi brasileiro surtado ali.... com sacolas e mais sacolas.... Tudo é muito bacana por lá. Os bares, as pequenas lojas e os outlets. Uma das lojas da Puma também fica ali (as coisas são lindas e os preços ótimos, mas a loja é pequena). Não deixe de visitar a loja da Timberland. Também na Gurruchaga fica uma loja chamada Blaqué (bolsas, cintos, sapatos... tudo em couro). É uma verdadeira loucura! Se quiser comprar casacos de couro, ande mais um pouquinho e chegue até a Rua Murilo.
Pronto. Acho que é isso. Não esqueça de deixar uma graninha pra gastar no Dutty Free de Ezeiza. Ufa! Espero não ter esquecido de nada...
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terça-feira, 22 de junho de 2010
terça-feira, 8 de junho de 2010
Comendo e bebendo em Buenos Aires
O povo em Buenos Aires é magro, e eu ainda não descobri como isso é possível. É tentação demais por todos os lados. Alfajores, empanadas, submarinos, sorvetes, churros, chocolate quente, muuuuita cerveja e muuuito vinho, além, é claro, da carne, que é simplesmente maravilhosa!
Antes de viajar, ouvi muita gente dizendo que eles adoravam carne sangrando e que comiam a carne praticamente sem sal, o que é um enorme exagero. A carne vem ao ponto, perfeita. E isso não é só em restaurante bacana, não. Em todos os lugares a carne estava ótima e a quantidade de sal também era suficiente. É claro que depois da segunda garrafa de Quilmes a gente tende a colocar um pouquinho de sal, mas aí é outra história: a língua tá adormecida porque você bebeu demais, meu bem, não é a comida que está sem sal... A porção é generosa e suficiente para abrandar a fome de um troglodita e o preço é bastante razoável, viu? a exceção de alguns restaurantes em Puerto Madero, claro, e entre eles eu preciso incluir o Cabanãs Las Lilas, que me cobrou 300 pesos por um almocinho básico: Bife de chorizo com fritas, duas cervejas e uma taça de vinho.
O sorvete do Freddo era outra curiosidade enorme que eu tinha. Eu queria provar o de doce de leite, que todo mundo diz que é maravilhoso. Decepção. Achei tão doce que não tive coragem de provar nenhum outro sabor. Nas outras vezes que voltei ao Freddo tomei café. Infelizmente também não gostei do café deles... Aliás, cafezinho gostoso eu tomei no Malasartes (esse da foto), e uma das melhores empanadas que comi também foi lá. Mas as empanadas argentinas são excelentes em quase todos os bares e cafés.
Alfajor não é um doce que me agrada muito, aliás, nem sou fã do Havana aqui no Brasil, mas o El Cachafaz é inesquecível: macio, super recheado e derrete na boca. Um espetáculo! Ahh!! E se você é como eu: louca por churros, precisa provar os de lá. Mas eu vou logo avisando: Os churros do Café Tortoni são ótimos, mas não são recheados. É só a massinha com açúcar. Huummm... o doce de leite de lá ( De Buenos Aires, não do Café Tortoni) é simplesmente espetacular. Nem em Minas comi doce de leite tão bom. O ponto é maravilhoso, cremoooso, e como não é doce demais, não enjoa. Comi até quase explodir. Uma perdição!
Cerveja em Buenos Aires eu só tomei a Quilmes e a Imperial. As duas são excelentes. Confie em mim. Disso eu entendo.
Agora eu vou me mandar, pois esse post tá me dando fome...
domingo, 6 de junho de 2010
Choradeira, correria e estresse em Buenos Aires
Oi gente! Deixei o blog abandonado por algumas semanas, sorry... O motivo é justíssimo: Estava programando e desfrutando de todos os prazeres que uma viagem com o maridão pode proporcionar. O destino escolhido foi Buenos Aires. Aliás, eu até perdi a conta de quantas vezes programamos conhecer as "coisas" portenhas... mas nunca dava certo! Desta vez deu. Quer dizer, foi quase tudo perfeito. Exceto por um detalhe...
A viagem foi ótima ( e merecerá alguns posts sobre compras em outlets, preços, restaurantes, lugares imperdíveis...), mas o post de hoje é pra falar sobre umas das mais terríveis experiências da minha vida: perder um documento fora do meu país.
Fiz o check in e fui toda feliz entregar o meu formulário preenchido no balcão do Tax Free. Tudo certo. "Agora vou almoçar e esperar a confirmação do meu portão de embarque", pensei eu, mas sabe aquela espiadela básica nos documentos? Pois é... Foi nesse momento que me dei conta: "F... !!Perdi minha carteira de identidade uma hora antes de embarcar de volta ao Brasil!" Quase surtei! Perguntei por todos os lados: falei com a polícia do aeroporto de Ezeiza (que aliás, só faltou me botar pra correr), falei com o setor de achados e perdidos, falei com a companhia aérea, voltei ao balcão do Global Refund... e nada! A saída foi mandar descer as minhas malinhas do avião e sair correndo para o Consulado do Brasil na Argentina.
É claro que para a aventura ficar completa faltava um pouco mais de adrenalina. Não bastava apenas o fato de ser sexta-feira à tarde e Ezeiza ficar a 40 minutos de carro da Carlos Pellegrini... Quando cheguei ao suposto endereço do Consulado, que era na verdade um consultório de oftalmologia, é que descobri que me deram o endereço errado! "F...!" Por sorte encontrei um atendente educado na recepção de um hotel vizinho ao endereço, que me informou que eu estava a 8 quadras do endereço do Consulado Brasileiro! "F...!!" Saímos correndo feito loucos, atravessamos as avenidas entre os carros em movimento (aliás, típico comportamento portenho) e fizemos as 8 quadras em pouco mais de 4 minutos... Que bom que eu sou metida a atleta!
Fui super bem atendida no Consulado. Aliás, depois de um puta susto desses, ouvir alguém que não fosse o meu marido falando a mesma língua que eu ajudou a acalmar o meu coração aflito...
Só pra encurtar a história: Fui para a delegacia mais próxima fazer o B.O. e voltei ao Consulado, pra pegar uma autorização provisória pra deixar o país.
Peguei um taxi de volta ao aeroporto e fizemos a cagada de dizer ao motorista: "Por favor, para o Aeroporto de Ezeiza, rápido! Estamos com pressa". Nossa! O senhorzinho levou ao pé da letra! "F...!!" (Perdi a conta de quantas vezes eu disse f... neste dia)... ele passava entre as faixas, buzinava, xingava todo mundo e até mandava beijo para os outros motoristas..."Perdi o vôo das 14h30, mas quero chegar viva ao aeroporto e pegar o vôo das 20h", disse ao meu marido. Ele, aliás, tava se divertindo com o senhorzinho e me dizia: "Relaxa, ele até que dirige muito bem", enquanto insistia em falar sobre futebol, economia e amenidades com o portenho.
Enfim chegamos ao aeroporto (faltavam alguns minutos para o início do embarque). "O senhor aceita dólar ou Real?" (já que não tínhamos a quantidade de pesos suficientes que o senhorzinho pedia: salgados 140 pesos!) Pô! Me deu vontade de dar um soco no nariz do cara! Eu tinha percorrido o mesmo trajeto às 11h30 da manhã e o motorista me cobrou 88 pesos... Mas como não tivemos tempo de negociar a corrida antes de entrar no taxi - por conta da pressa -, tivemos de pagar o que o taxista exigia... É claro que o meu marido não me deixou partir pra porrada e lá fomos nós três enfrentar a fila do câmbio...
O avião deixou o solo às 20h10 da noite. Graças a Deus estávamos a bordo!
A viagem foi ótima ( e merecerá alguns posts sobre compras em outlets, preços, restaurantes, lugares imperdíveis...), mas o post de hoje é pra falar sobre umas das mais terríveis experiências da minha vida: perder um documento fora do meu país.
Fiz o check in e fui toda feliz entregar o meu formulário preenchido no balcão do Tax Free. Tudo certo. "Agora vou almoçar e esperar a confirmação do meu portão de embarque", pensei eu, mas sabe aquela espiadela básica nos documentos? Pois é... Foi nesse momento que me dei conta: "F... !!Perdi minha carteira de identidade uma hora antes de embarcar de volta ao Brasil!" Quase surtei! Perguntei por todos os lados: falei com a polícia do aeroporto de Ezeiza (que aliás, só faltou me botar pra correr), falei com o setor de achados e perdidos, falei com a companhia aérea, voltei ao balcão do Global Refund... e nada! A saída foi mandar descer as minhas malinhas do avião e sair correndo para o Consulado do Brasil na Argentina.
É claro que para a aventura ficar completa faltava um pouco mais de adrenalina. Não bastava apenas o fato de ser sexta-feira à tarde e Ezeiza ficar a 40 minutos de carro da Carlos Pellegrini... Quando cheguei ao suposto endereço do Consulado, que era na verdade um consultório de oftalmologia, é que descobri que me deram o endereço errado! "F...!" Por sorte encontrei um atendente educado na recepção de um hotel vizinho ao endereço, que me informou que eu estava a 8 quadras do endereço do Consulado Brasileiro! "F...!!" Saímos correndo feito loucos, atravessamos as avenidas entre os carros em movimento (aliás, típico comportamento portenho) e fizemos as 8 quadras em pouco mais de 4 minutos... Que bom que eu sou metida a atleta!
Fui super bem atendida no Consulado. Aliás, depois de um puta susto desses, ouvir alguém que não fosse o meu marido falando a mesma língua que eu ajudou a acalmar o meu coração aflito...
Só pra encurtar a história: Fui para a delegacia mais próxima fazer o B.O. e voltei ao Consulado, pra pegar uma autorização provisória pra deixar o país.
Peguei um taxi de volta ao aeroporto e fizemos a cagada de dizer ao motorista: "Por favor, para o Aeroporto de Ezeiza, rápido! Estamos com pressa". Nossa! O senhorzinho levou ao pé da letra! "F...!!" (Perdi a conta de quantas vezes eu disse f... neste dia)... ele passava entre as faixas, buzinava, xingava todo mundo e até mandava beijo para os outros motoristas..."Perdi o vôo das 14h30, mas quero chegar viva ao aeroporto e pegar o vôo das 20h", disse ao meu marido. Ele, aliás, tava se divertindo com o senhorzinho e me dizia: "Relaxa, ele até que dirige muito bem", enquanto insistia em falar sobre futebol, economia e amenidades com o portenho.
Enfim chegamos ao aeroporto (faltavam alguns minutos para o início do embarque). "O senhor aceita dólar ou Real?" (já que não tínhamos a quantidade de pesos suficientes que o senhorzinho pedia: salgados 140 pesos!) Pô! Me deu vontade de dar um soco no nariz do cara! Eu tinha percorrido o mesmo trajeto às 11h30 da manhã e o motorista me cobrou 88 pesos... Mas como não tivemos tempo de negociar a corrida antes de entrar no taxi - por conta da pressa -, tivemos de pagar o que o taxista exigia... É claro que o meu marido não me deixou partir pra porrada e lá fomos nós três enfrentar a fila do câmbio...
O avião deixou o solo às 20h10 da noite. Graças a Deus estávamos a bordo!
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